Iniciante(Iniciante)

Uma famosa personagem de um seriado americano, o Dr. House, afirma categoricamente que as pessoas não mudam.

Essa talvez não seja uma verdade assim tão universal, mas certamente algumas pessoas de fato nunca mudam. Felizmente, outras – ainda que, talvez, a minoria – sim, mudam.

O que faz uma pessoa mudar?

Segundo a Cabalá, três podem ser os fatores: a dor, o amor ou a imitação.

Essa também é uma ordem de preferência e com que mais frequência se dão as mudanças.

Ou seja, a maioria da população mundial tende a mudar frente à dor; depois por amor e, por último, por imitação.

A mudança pela dor praticamente dispensa comentários. É a mudança que ocorre quando uma pessoa se vê numa situação por demais desconfortável na qual não há outra saída senão mudar.

A mudança por amor, já bem mais rara, ocorre quando por “fidelidade a um ideal” a pessoa percebe que precisa mudar. Esse ideal pode ser uma pessoa, uma causa pela qual se luta, uma ideologia, uma religião a que se aderiu… basicamente qualquer coisa a que a pessoa dedica grande valor na vida e que ela considera importante o suficiente para motivar uma mudança de sua parte.

Por fim, a mudança por imitação – raríssima e em geral só empregada por gente que conhece a “técnica” – ocorre quando observando as pessoas (sua vida e história) decidimos empregar o que lhes ocorreu (de positivo e negativo) para mudar nossa vida. É um usar a experiência e vivência do outro como aprendizado próprio, sem que eu mesmo tenha que passar por aquela experiência e vivência. É uma espécie de aprender a ler com a cartilha do outro.

Cada um dos métodos tem suas vantagens e desvantagens – suas recomendações e seus efeitos colaterais, se preferirem; mas como sole acontecer, o método mais raro e menos usado (o da imitação) é o com menos contraindicações e o que mais pode acelerar nosso processo de crescimento (me parece que por motivos óbvios). Por outro lado, a mudança pela dor é, claramente, o método mais sofrido e mais lento; exige que soframos muito antes de mudar, e a maioria de nós é – acredite! – capaz de aturar altas doses de dor e sofrimento antes de precisar mudar. Nisso podem se passar anos e décadas até que seja realmente “preciso” mudar.

Será que é por isso que o Dr. House continua a repetir o seu chavão de que as pessoas não mudam? Muito provavelmente.

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